domingo, 30 de outubro de 2011

Não tenho correspondido ao carinho com que o mundo me trata.

Na verdade, nas obscuridades do mundo, acho que a única coisa que me leva a pensar que sou acarinhada é, na verdade, quando me atrevo a referir o meu espaço; onde só as asas me dão passe de entrada.

Sinceramente, falta-me muita coisa. Não é ingratidão, nem de modo algum uma “declaração de infelicidade”. Mas... falta sempre algo, não é?

Experiência, necessidade! Sinto falta de sentir a sede incurável de algo aparentemente inalcansável.

Já não sei utilizar as palavras como não sendo minhas. São minhas... Tão minhas, como o peixe pertencer ao oceano. Mimo-as, sinto-as... Venero, adoro-as! Tal como um pai se orgulharia de um filho, fosse qual fosse o caminho que ele seguisse. E sim, talvez seja esse o meu principal problema: sentir-me demasiado à vontade.
Há coisas nas quais não posso intervir. A natureza, o mundo. Sou bastante inferior.
Não é modéstia, falta de auto-estima e muito menos falta de atitude, mas sim um facto inequívoco.
Por isso... Fecho os olhos! Sinto a brisa da minha própria respiração arrepiar-me a face. Deixo o meu pensamento vagear até às portas da minha imaginação infinita. Faz sentir-me protegida.
Contudo, tenho medo de não saber viver.

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