Surge com um palpitar, doce e ingénuo. Não dá explicações nem pede licenças. Instala-se e assim permanece. Cria laços com a alma, o sangue e com a força. Consome a energia por inteiro de um corpo, sendo ainda assim, essa a única energia que o corpo poderá possuir. É um envolver de pensamentos. Um rodopiar de memórias. Um colocar os lábios numa posição semi-circular virada para cima – e com todos os dentes radiantes.Um explodir de emoção, um eclodir de nenhures. Uma vontade tremenda de nada, mas também de tudo. Uma luta pelo impossível, mas também pelo irreal.Não sei o que é, sei o que faz sentir. O que faz querer, o que acaba por gerir dentro de um ser.Não tem nome, nem morada. Não tem género, nem tem número. Não tem cabeça, nem tem pés. Mas tem rumo e tem sentido. É uma vontade que surge para além do acto de deambular.
Escrevo o que me surge na alma com o soar de sinos de uma música qualquer. É um surgir de imagens de outro mundo. Uma explosão de imaginação que não existe no mundo onde vivo.
sexta-feira, 9 de março de 2012
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